You must be the change you wish to see in the world.
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Bom para Ler, Bom para Pensar ... no que Comer
Jun 7, 2008 Ir e vir de metrô tem uma vantagem interessante: a leitura. São no mínimo 40 minutos por dia. Este ano já “devorei” vários livros e alguns deles estão na seção mesinha de cabeceira.
Acho interessante comentar sobre dois livros que li recentemente: O Dilema do Onívoro e In Defense of Food, do jornalista Michael Pollan. Ambos falam sobre o alimento, a relação do Homem com ele e o impacto dos hábitos alimentares em nossa saúde e na saúde do planeta.
O primeiro livro, O Dilema do Onívoro, foi publicado em 2006 e foca principalmente nas questões ecológicas e éticas de nossas escolhas alimentares e nos impactos que estas escolhas estão tendo na saúde do Planeta Terra. Descreve a realidade estadunidense, mas muita coisa já pode ser extrapolada para a nossa realidade, como por exemplo o confinamento de animais para o abate e a agricultura orgânica com enfoque meramente comercial. São 3 grandes capítulos, cada um abordando uma refeição. Não é uma leitura fácil, levei alguns meses (e muitos livros neste período) para conseguir acabar, mas vale a pena. Leia o primeiro capítulo do livro aqui.

O segundo livro, In Defense of Food – An Eater´s Manifesto (ainda não publicado em português), discute o nutricionismo, a dieta ocidental e seus impactos sobre a saúde dos seres humanos. Novamente, aborda principalmente a realidade estadunidense, mas é possível extrapolar muita coisa para a nossa realidade, cada vez mais próxima da deles. Tece interessantes críticas à Ciência e Tecnologia de Alimentos, que me fizeram repensar algumas das práticas que abordei durante o início da minha carreira científica como … Cientista de Alimentos!
O livro começa com três frases de ordem: Coma comida. Não muita. A maior parte vegetais. Interessante (e alarmante) a necessidade do autor de definir Comida, em um longo capítulo. A que ponto chegamos! Leia o primeiro capítulo do livro aqui (em inglês).
Novas Velhas Idéias...
Mai 29, 2008 Estive pensando muito nesses últimos tempos em valores que tenho e em como conseguir conciliá-los: adoro viajar e conhecer coisas novas, culturas, comidas, musicas...gosto muito que elas sejam diversas e pra isso as culturas tem que ser preservadas, sob os valores atuais tudo será pasteurizado e poderemos encontrar tudo em franquias a cada esquina.
Mas tenho vivido a experiência de um novo pais, onde sinto saudades da minha cultura, da minha comida e dos meus valores, gostaria de encontrá-los em algum lugar por aqui, mesmo que esporadicamente, só pra matar a saudade!
São sentimentos opostos, que têm se chocado. Todas essas idéias começaram a rondar minha mente quando fui tirar uma foto, e tinha um eucalipto no meu enquadramento...durante anos no Brasil detestava quando isso acontecia, achava que essa espécie invasora iria estragar minha foto, mas agora o eucalipto é uma espécie nativa: estou na Austrália! Ele fica bem na foto...mas ainda não tenho esse sentimento.
Durante anos trabalhei com espécies nativas, tentando a erradicação de algumas exóticas. Em uma visita à um parque vi um coelho agonizando por que tinha sido envenenado por ser uma especie exótica invasora (ele é mesmo, e reconheço todas as ameaças que uma espécie assim pode trazer ao equilibrio do sistema) mas me deixei levar pelo indivíduo e não pela espécie...a pergunta que logo veio: existe alguma espécie mais invasora e potencialmente ameaçadora
do equilibrio que a nossa? Nós colocamos, tiramos, criamos e matamos as ameças com um poder divino!
Buscamos a valorização da nossa cultura e costumes, mas ao mesmo tempo um mundo sem fronteiras. A super valorização das diferenças leva a grandes guerras, onde cada um acha que está mais certo, que sua cultura e sua religião é melhor, se sentem agredidos pela existência da diferença.
São só ideias, que vem me intrigando...e pensando e repensando o que queremos e onde vamos chegar com tudo isso???
Um Milhão de Carros!!!
Mai 18, 2008 Esta semana teremos o carro nº 1.000.000 (um milhão) nas ruas. A taxa é de 2,5 habitantes por carro. A situação já está insustentável há tempos, e agora parece que a cada dia fica pior. É óbvio que o problema não é local, é geral, mundial, mas esta cidade tinha tudo para ser um exemplo nesta questão. Além de ser a capital do país, a estrutura da cidade permitiria uma excelente estrutura de transporte coletivo.
Quem não tem carro aqui, seja por opção ou por falta de opção, vê a vida complicar a cada dia. Os ônibus não tem vias prioritárias, têm que disputar o trânsito com estes um milhão de carros, e as viagens - além do desconforto dos ônibus e do excesso de passageiros - fica cada dia mais longa. E o metrô já não tem mais capacidade para tanta gente, com trens com poucos vagões, sempre lotados, e com um intervalo entre os trens que pode ser de até 15 minutos. A saída é tentar fugir dos horários de pico, saindo de casa mais tarde e ficando no trabalho até ainda mais tarde. Mas a maioria das pessoas não tem esta sorte!
A pergunta é: se tivéssemos um transporte coletivo de primeira linha, confortável, confiável, será que as pessoas deixariam seus carros em casa? Não sei não, ir no próprio carro representa poder, liberdade, status, faz parte da cultura comprar um carro assim que sobra um pouco no orçamento, dar carro de presente pro(a) filho(a) quando passa no vestibular. Está todo mundo reclamando do trânsito, mas não vejo ninguém disposto a deixar o carro de lado.
Estômago
Mai 14, 2008
Ok, a notícia é velha, afinal o filme é de 2007 e todo o Mundo já viu!
Foi o grande vencedor do Festival do Rio de 2007, foi exibido no Festival de Berlim, ganhou prêmios no Uruguai e em Rotterdam. Mas só agora consegui ver o filme, e achei muito bom. Não sei se já tinha sido exibido por aqui. Meu tempo anda tão curto e precioso, que ir ao cinema tem sido um luxo relegado ao segundo plano, infelizmente. Me parece que com a abstinência (do cinema), a telona ficou ainda mais interessante!
Fica aqui a dica, principalmente se você quiser saber a origem do Gorgonzola!

