Enquanto o Emprego Não Vem…

Publicado por em abr 9, 2005 em Blog | 9 comentários

Vou me adaptando a vida no Brasil novamente. Escolhi Brasília para recomeçar, e não é uma tarefa fácil. Começando pelo fato de que é quase impossível ir para qualquer lado sem um carro…logo eu que nem mesmo sei dirigir, apesar de ter carteira de habilitação há quase 16 anos. O interessante é que não sei dirigir porque nunca precisei, e com isso nunca pratiquei. Apesar de parecer ser um defeito na minha personalidade, eu até que me orgulhava disso. Mas agora não tenho mais escapatória. Já renovei a carteira, que estava vencida há alguns anos, e na semana que vem começo a ter aulas. Vou ter que vencer o medo e o que talvez seja ainda mais difícil, minhas convicções.

Tenho passado bastante tempo num dos lugares que mais gosto em qualquer casa: a cozinha. Aproveito então para colocar em prática aquela minha velha tática para tornar a dieta das pessoas em volta um pouco menos agressiva, e um pouco mais voltada para o vegetarianismo. A cozinha da casa da Zeca (minha tia) é bem agradável, e até que a galera aqui, apesar de fazer gozações, está bem receptiva. Dizem que o menu agora é “mato cru”, “mato cozido”, “mato frito”, e “mato assado”, mas comem com gosto, e repetem. Já rolou pizza, vagens picantes, pesto caseiro, patê de berinjelas, tzaziki…e ainda nesse final de semana vai ter tomates recheados.

Me assustei com o preço das coisas. Não sei se é a cidade que é cara, ou se o Brasil está caro. Achei um absurdo o preço do pão. Pagar  em torno de R$3,50 a R$5,00 por um pão integral industrializado, que foi produzido em média ou grande escala, e cheio de aditivos e “melhoradores” é um absurdo. Já coloquei a mão na massa e o resultado foi pão integral com sementes de linhaça muito bom, modéstia a parte. Foram 2 pães de aproximadamente 400gramas, e no dia seguinte já tinha acabado. Acho que o povo aqui estava meio carente de um pão feito em casa.

Visitei a feira da Torre, para ver o que tem de artesanato local e aproveitei para revisitar a culinária regional brasileira. Caramba, a tapioca com banana e canela estava uma delícia! Não sobrou espaço para a pamonha, mas um dia destes volto lá.

Na tentativa de encontrar gente com idéias semelhantes, me inscrevi para uma palestra, almocei com integrantes do Convívio Slow Food de Brasília (em breve teremos a Semana Slow Food!), e reatei meus laços com a Sociedade Vegetariana Brasileira. Acho que a tentativa foi muito bem sucedida.

Nossa, agora que estou lendo isso me dou conta: tudo isso em uma semana! Não é a toa que ainda não consegui desarrumar as malas.

9 Comentários

  1. Eu nao acredito que vc nao foi pela pamonha!!! E um aqui fominto de pamonha!!!

    Beijinhos, tenho muita saudade de vc

    Marcos

  2. Pois é…ainda não comi pamonha. Mas também, com tanta comida boa que tem por aqui. Nessas duas semanas já matei a saudade da tapioca, cuzcuz nordestino, tijela de açaí, suco de cupuaçu…

  3. Ahhh!

    Beleza. E vc ainda nao ten vergonha de me falar, ne? Sabe como estou matando saudades? Con Jaca enlatada e Goiabada que quase que esta acabando. Mais nada. Vc acha bonito….

    Ah! Por certo, ja foi a Bobo (ca) de camarao???

    Beijinhos

    Marcos

  4. Finalmente comi pamonha!!! Ontem a noite, no Pamonhão Kalu, aparentemente um bar que já tem 30 anos, e vende pamonha, curau, e outras coisas de milho. Comi pamonha salgada cozida e experimentei a frita. Lembrei de você…iria adorar.

    Ah, tem rolado muita farofa também. Mais alguma sugestão?

  5. Sugestao? sugestao? Nao menina a unica sugestao e : envia um poucooooooo!!!!!

    Nao posso mais visitar este blog : fico fomintooooooooo!!!!!

    Beijinhos

    Marcos

    p.d. sugestao : PICANHA!!!

  6. Vou dar a minha sugestão [mesmo que não tenham pedido]: Tainha assada [de preferência da Barra da Lagoa] com batatas douradas salpicadas com salsinha e acompanhado de vinho branco, geladinho. Se não encontrar aí, venha para Floripa que eu preparo, especialmente para os amigos. Quem sabe o Marcos aparece por aqui também.

    Beijos

  7. Oi Gente! Obrigada pelas sugestões! mas voces estão esquecendo de um pequeno detalhe: eu sou vegetariana há mais de 6 anos, e não consumo nada de origem animal (a não ser um queijinho de vez em quando).
    Mathias, tenho certeza que a sua tainha assada é uma delícia, aliás, eu até me lembro bem como era. Mas vc se encomoda se eu me limitar ás batatas e ao vinho branco?

  8. Eu nao esqueci. So estou chateando vc.

    Beijinhos

    Marcos

  9. Minha amiga Roberta,

    Que saudades fico de ti quando leio tuas páginas. Lembro das nossas comidas e conversas aqui em casa, que por sinal ainda não a conheces, seguimos esperando tua próxima visita.
    Dica do dia: yogurt caseiro
    meio pote de yogurt natural, 3 colheres de sopa de leite em pó e 1 litro de leite. Misture o yogurt natural com o leite em pó em um tapauer. Esquente o leite até atingir uma temperatura que se possa suportar o dedo dentro da panela contando até 8. Adicione esse leite na mistura anterior, feche o tapauer tirando o ar e cubra-o com um cobertor, no dia seguinte estará yogurte. Sorte, beijos e saudades Karyn 😉

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